Se você tem um restaurante, bar ou lanchonete e vende pelo iFood, saber como funciona o repasse não é apenas útil, é essencial. Afinal, é ele que determina quando o dinheiro cai na sua conta e influencia diretamente o fluxo de caixa, o planejamento financeiro e até aquela negociação estratégica com fornecedores.
Não dá pra ficar no escuro, né? Neste texto, vamos simplificar de vez o repasse do iFood: veremos tipos de planos, prazos, como acompanhar os pagamentos e, claro, algumas dicas para otimizar a gestão e deixar tudo nos trinques. Vamos lá?
O que é o repasse do iFood?
O repasse do iFood é o dinheiro das vendas feitas pelo aplicativo que o iFood transfere para o restaurante. É como se fosse uma “prestação de contas” da plataforma, garantindo que você receba o que vendeu por lá. Mas, atenção: esse repasse só inclui os pagamentos processados pelo iFood, como cartão de crédito, débito ou vale-refeição online. Se o cliente pagar direto no restaurante, seja em dinheiro ou cartão, esse valor não entra no repasse, porque ele já foi direto para o seu caixa.
Exemplo prático: Imagine que, na última semana, seu restaurante vendeu R$ 5.000 no iFood. Desse total, R$ 3.000 foram pagos com cartão de crédito pelo app e R$ 2.000 em dinheiro diretamente ao entregador. Quando o iFood fizer o repasse, ele vai considerar apenas os R$ 3.000 que passaram pela plataforma. Os R$ 2.000 pagos em dinheiro já estão com você.
Entender essa diferença é essencial para saber exatamente quando e quanto dinheiro estará disponível na sua conta. Isso ajuda a evitar confusões do tipo: “Ué, cadê aqueles R$ 5.000 das vendas da semana?“.
Como funciona o repasse do iFood?
Tudo começa com as vendas feitas pelo aplicativo. Assim que o cliente paga pelo pedido, o iFood registra essas transações e organiza os valores em ciclos de 7 dias, que vão de segunda a domingo. Ao final desse período, o valor total é consolidado e transferido para a conta do restaurante, sempre às quartas-feiras.
Mas nem tudo é tão automático assim. Alguns fatores podem atrasar ou até impedir o repasse, como dados bancários incorretos, impostos retidos ou pendências contratuais com a plataforma.
Exemplo prático: Imagine que seu restaurante faturou R$ 10.000 na última semana, de segunda a domingo. Esse valor será consolidado pelo iFood e, na quarta-feira seguinte, transferido para sua conta. No entanto, se houver um erro no número da conta bancária ou alguma divergência no CNPJ cadastrado, o repasse pode não ser concluído.
Por isso, é essencial acompanhar o status do repasse pelo Portal do Parceiro. Assim, você garante que tudo está em ordem, evita sustos e mantém o controle sobre o fluxo de caixa do seu restaurante.
1 – Como acompanhar o Status do Repasse no Portal do Parceiro
O Portal do Parceiro é sua base de controle quando o assunto é repasse no iFood. Lá, você encontra todas as informações financeiras organizadas de forma clara, incluindo o status de cada transação. Esses status ajudam a entender exatamente em que ponto está o processo de transferência do dinheiro para sua conta. Veja como funciona:
- Em aberto: as vendas ainda estão sendo calculadas. O ciclo ainda não foi finalizado.
- Agendado: o valor foi fechado e está programado para ser transferido.
- Pago parcialmente: parte do valor já caiu na sua conta, mas ainda existem quantias pendentes.
- Pago: o repasse foi concluído e o valor total já está na conta cadastrada.
2 – Formas de Pagamento e Impacto no Repasse
O tipo de pagamento escolhido pelo cliente não é apenas um detalhe – ele muda o caminho que o dinheiro percorre até chegar ao seu caixa. Confira as principais modalidades e como elas impactam o repasse:
- Pagamento online via iFood: O cliente paga pelo app, seja com cartão de crédito, débito ou vale-refeição. Nesse caso, o iFood processa o pagamento e o inclui no ciclo de repasse, seguindo o cronograma da plataforma.
- Pagamento offline diretamente ao restaurante: O cliente paga em dinheiro ou cartão na entrega ou no balcão. Aqui, o valor não passa pelo iFood, indo direto para o caixa do restaurante. Esses valores, portanto, não aparecem no repasse.
- Vale-refeição ou crédito: São tratados como pagamentos online e entram no fluxo padrão de repasses, seguindo os ciclos semanais.
Saber como cada modalidade funciona é essencial para prever quanto do faturamento virá pelo repasse e quanto estará disponível imediatamente no caixa. Isso ajuda na organização das contas e evita confusões na hora de planejar o uso do dinheiro.
Taxas do iFood e o impacto financeiro
As taxas cobradas pelo iFood são uma parte importante de todo o processo e impactam diretamente o quanto o restaurante realmente recebe no final. Vamos aos principais tipos de taxas:
- Comissão sobre vendas: Essa é a fatia que o iFood fica como remuneração pelo uso da plataforma. O percentual varia de acordo com o contrato e pode incluir diferentes serviços, como destaque no app ou entrega logística.
- Taxa de entrega: Quando o iFood gerencia a entrega, uma taxa é aplicada. Se o restaurante usa entregadores próprios, essa cobrança não é aplicada.
- Retenção de impostos: Tributos como o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) são descontados diretamente dos valores recebidos.
Exemplo prático
Imagine que o seu restaurante vendeu R$ 10.000 em uma semana pelo iFood. Com uma comissão de 27%, o iFood retém R$ 2.700. Além disso, há o desconto do IRRF (1,5% sobre o valor da comissão), que equivale a R$ 40,50. No final das contas, o repasse líquido para o restaurante será de R$ 7.340,50.
Benefícios de Integrar Sistemas de Gestão ao iFood
Fazer a gestão do seu restaurante enquanto lida com as demandas do iFood pode ser desafiador, mas com soluções como o CNM, isso se torna muito mais simples e eficiente. A integração com sistemas de gestão permite que você automatize processos, economize tempo e tenha um controle muito mais preciso das finanças e operações. Veja alguns dos principais benefícios:
- CNM Analytics: Um dashboard completo para acompanhar vendas, taxas, lucros e custos em tempo real, ajudando na tomada de decisões estratégicas.
- Gestão de Estoque: Controle detalhado de entradas e saídas de produtos, cálculo de CMV (Custo de Mercadoria Vendida) e alertas sobre itens em baixa.
- Frente de Caixa (PDV): Sistema rápido e integrado para agilizar vendas, com suporte para emissão de notas fiscais e integração ao iFood.
- Delivery: Totalmente integrado ao iFood, permite gerenciar pedidos em tempo real, acompanhar taxas de entrega e consolidar informações em um só lugar.
- Mesas e Comandas Eletrônicas: Ideal para restaurantes com salão, esse módulo organiza o atendimento e melhora a experiência do cliente.
Que tal dar o próximo passo? Experimente o CNM e veja como ele pode otimizar sua gestão de repasses e muito mais. Agende uma consultoria gratuita e descubra o potencial do seu restaurante!