O delivery explodiu e mudou a forma como consumimos comida no Brasil. Só em 2025, ele cresceu 12,7% e teve um faturamento de R$ 79 bilhões, segundo estudo da Getnet. Mas, para muitos donos de restaurantes, essa explosão veio acompanhada de um efeito colateral amargo: a redução da margem de lucro.
Não adianta vender muito se a operação logística consome todo o resultado. O “gargalo” da entrega é real e o gestor se vê diante de um dilema constante: é mais barato manter uma frota própria (CLT), terceirizar com MEIs ou entregar 100% da operação logística para os aplicativos (Full Service)?
A resposta não é simples, mas passa obrigatoriamente pela ponta do lápis. Se você não sabe exatamente quanto custa cada quilômetro rodado, seu negócio é um trem desgovernado.
Neste artigo, vamos abrir a caixa preta dos custos de logística e responder objetivamente quanto custa um motoboy terceirizado, para que você decida qual modelo protege melhor o seu caixa.
Tabela de Preço: Quanto custa um motoboy para delivery em 2026?

Para quem busca agilidade sem os custos fixos de uma contratação CLT, o modelo terceirizado (seja via MEI ou cooperativas) é o mais comum. Abaixo, trazemos uma média de mercado atualizada para 2026.
Lembre-se: estes valores são estimativas médias. Eles variam conforme a região (capitais como Curitiba e São Paulo costumam ser mais caras que o interior), o preço do combustível e fatores climáticos (em dias de chuva, a demanda sobe e o preço acompanha).
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Diária (Freelancer/MEI): Geralmente entre R$ 40,00 e R$ 80,00 em dias comuns. Em datas de alta demanda (como feriados, finais de semana ou eventos especiais), esse valor pode subir para até R$ 200,00.
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Por KM Rodado: Uma das formas mais justas para longas distâncias, com média de R$ 1,50 a R$ 2,30 por quilômetro percorrido.
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Taxa Mínima (Saída): Ideal para entregas locais, com tarifas base de R$ 8,00 a R$ 10,00 para raios curtos (geralmente até 3km ou 5km).
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Pacote Mensal (PJ): Para quem precisa de exclusividade, o valor médio gira em torno de R$ 2.000,00 mensais por motoboy (contratos fixos de prestação de serviço, sem vínculo empregatício).
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Valor por Hora: Utilizado em modelos de prontidão, custando entre R$ 6,00 e R$ 10,00 por hora em que o profissional fica disponível para o estabelecimento.
Ou seja, um motoboy para delivery custa em média em 2026 entre R$ 40,00 e R$ 80,00 por diária no modelo freelancer, podendo chegar a R$ 200,00 em datas de alta demanda. Para contratos mensais fixos (PJ/MEI), o investimento gira em torno de R$ 2.000,00, enquanto o custo variável por distância fica entre R$ 1,50 e R$ 2,30 por quilômetro rodado, somado a uma taxa mínima de saída de R$ 8,00.
Ter esses números em mente é o primeiro passo para negociar com empresas de logística ou diretamente com os entregadores parceiros.
Motoboy CLT, MEI ou App de Delivery: Comparativo de Custos

Agora que você tem os valores base, é hora de comparar. Qual modelo vale mais a pena? Vamos analisar os três principais cenários:
1. Motoboy CLT (Frota Própria)
Muitos gestores olham apenas para o salário base (que gira em torno de R$ 1.552,00, dependendo do piso da categoria). O erro está aí.
No modelo CLT, você precisa somar:
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Periculosidade: 30% sobre o salário.
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Encargos trabalhistas: INSS, FGTS, Férias + 1/3, 13º salário.
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Custos operacionais: Aluguel da moto (se for da empresa) ou ajuda de custo, gasolina e manutenção.
No final das contas, um motoboy CLT dificilmente custa menos de R$ 3.000,00 a R$ 4.000,00 mensais para a empresa. A vantagem aqui é o controle total e a exclusividade, mas o custo fixo é alto, venda você ou não.
2. Apps de Delivery (Full Service)
É o modelo da comodidade. O iFood ou Rappi mandam o entregador e você não se preocupa com nada. O preço dessa “paz”?
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Taxas que chegam a 27% sobre o valor do pedido, além de mensalidades.
Para quem tem margem apertada, deixar quase um terço do faturamento na mesa pode inviabilizar o negócio.
3. Terceirizado (MEI/PJ) – O Vencedor do Custo-Benefício?
O motoboy terceirizado costuma vencer na matemática financeira para a maioria dos pequenos e médios negócios.
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Custo: Menor que o CLT (sem encargos pesados) e, muitas vezes, menor que as taxas dos apps (se você tiver bom volume de pedidos diretos).
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Flexibilidade: Você paga por produção ou diária. Se não vender, o custo diminui.
Atenção ao Financeiro: Independente do modelo escolhido, se você não lançar essas saídas corretamente, terá prejuízo. Saber se o gasto com entrega está dentro do CMV (Custo de Mercadoria Vendida) ou das despesas operacionais muda sua precificação.
O Módulo Financeiro do ControleNaMão permite categorizar essas despesas no seu DRE Gerencial, mostrando se sua operação de delivery está dando lucro real ou apenas girando dinheiro.
Como calcular a taxa de entrega e o custo real da logística

Contratar o motoboy é apenas uma parte da equação. Para calcular a taxa de entrega justa (aquela que não espanta o cliente, mas paga a conta), você precisa considerar as variáveis da operação:
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Ociosidade: Se você paga diária e o motoboy fica 2 horas parado olhando para o celular, esse tempo custa dinheiro.
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Retorno Vazio: Em entregas muito distantes (acima de 5km ou 7km), o motoboy vai cobrar a ida e a volta? Se sim, sua taxa de entrega precisa cobrir os dois trechos.
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Manutenção e Gasolina: Se a moto é da empresa, cada buraco na rua é um custo seu. Se é do motoboy terceirizado, isso já deve estar embutido no valor do KM.
O impacto da eficiência na cozinha
Aqui está um segredo que poucos contam: a demora da sua cozinha encarece o seu motoboy.
Se o entregador ganha por produção, ele quer rodar. Se ele fica 20 minutos esperando o pedido ficar pronto no balcão, ele perde dinheiro, e vai começar a cobrar mais caro de você ou priorizar outros restaurantes.
Dica de Gestão: Um sistema KDS (Kitchen Display System) na cozinha organiza os pedidos por ordem de chegada e tempo de preparo. Com o KDS do ControleNaMão, a cozinha e a expedição trabalham sincronizadas. O prato sai na hora certa, o motoboy pega e vai embora. Mais rotatividade, motoboy mais feliz e custo otimizado.
Como contratar um motoboy terceirizado com segurança e eficiência

Decidiu pelo terceirizado? Ótimo. Mas não faça isso de maneira amadora ou predatória. A informalidade excessiva traz riscos jurídicos, e a desvalorização do profissional traz riscos operacionais. Lembre-se: o motoboy é o elo final entre a sua cozinha e o seu cliente, e precisa ser valorizado.
Siga este checklist para uma relação segura e produtiva:
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Documentação Obrigatória: Segurança básica. Exija sempre a CNH categoria A (em dia) e o documento da moto (CRLV). Se for contratar como PJ, verifique se o MEI está ativo.
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Contrato de Prestação de Serviços: Mesmo sem vínculo CLT, é fundamental ter um contrato formalizando que a relação é comercial, entre empresas (seu restaurante e o MEI dele). Isso traz clareza e protege ambos os lados.
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Valorização e Respeito: Não trate o entregador como uma peça descartável. Ofereça água, café e um local de espera digno enquanto o pedido fica pronto. O “barato” sai caro quando o motoboy trabalha insatisfeito e desconta na entrega. Um parceiro valorizado cuida melhor do seu produto e atende melhor seu cliente.
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Equipamentos e Postura: A bag está limpa? A apresentação é adequada? Estabeleça padrões de atendimento, mas forneça condições para que ele possa cumprir esses padrões. Se você exige qualidade, ofereça uma parceria de qualidade.
Sistema para Gestão de Delivery: como o CNM centraliza tudo

O maior vilão do delivery não é a taxa do motoboy, é a desorganização. Pedido do iFood apitando no tablet, pedido do WhatsApp no celular, motoboy buzinando lá fora e o caixa tentando somar tudo na calculadora.
O resultado? Erros de endereço, comida fria e caixa que não bate.
O ControleNaMão (CNM) resolve isso centralizando a operação:
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Hub de Delivery: Uma única tela que recebe os pedidos do iFood, Vina, 99Food e do seu Delivery Próprio. Acabou o “redigitar pedido”.
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Vina (Seu Cardápio Digital): Quer fugir das taxas dos apps? Use o Vina integrado ao CNM. Você vende pelo seu link próprio, fideliza o cliente e economiza os 27% de comissão. Com essa economia, você consegue pagar melhor seu motoboy terceirizado e garantir prioridade na entrega.
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Financeiro Integrado: O sistema dá baixa automática no estoque e lança o valor no financeiro. Você sabe exatamente quanto lucrou em cada entrega.
Conclusão
O motoboy terceirizado é, hoje, uma das opções mais viáveis financeiramente para o Food Service, equilibrando custo e controle. Porém, essa economia só existe se houver gestão.
De nada adianta economizar na diária do entregador se a cozinha atrasa, se o pedido vai errado ou se você não sabe calcular o frete.
Pare de perder dinheiro na entrega e comece a ter lucro real. O ControleNaMão organiza sua logística do pedido à entrega, de forma 100% online e integrada.
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