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Aumento de ICMS em São Paulo: como afeta bares e restaurantes?

O recente aumento na alíquota do ICMS em São Paulo tem gerado grande repercussão no setor de bares e restaurantes. Inicialmente, o plano do governo do estado era subir a alíquota de 3,2% para 12%, mas, após negociações entre o governador Tarcísio de Freitas e representantes do setor, o valor foi limitado a 4%.

Mesmo assim, essa mudança, que representa um aumento de 25%, ainda preocupa muitos empresários, especialmente em um mercado que tenta se recuperar de desafios recentes, como da pandemia de Covid-19. Mas o que tudo isso muda na prática? O CNM explica!

O que é o ICMS?

O ICMS, ou Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, é um tributo estadual que ajuda os estados a arrecadarem recursos. Ele é aplicado em vendas, transporte entre cidades e estados e serviços de comunicação. Para bares e restaurantes, o ICMS influencia diretamente o preço dos produtos e a margem de lucro, já que incide sobre tudo o que é vendido.

O cálculo do ICMS é feito “por dentro”, ou seja, o imposto faz parte do preço final. Por isso, qualquer aumento na alíquota pesa no bolso dos empresários, especialmente para quem não está no Simples Nacional, onde o impacto pode ser ainda maior.

Mudança na alíquota do ICMS em São Paulo

Para janeiro de 2025, a previsão do governo de Tarcísio de Freitas é de que a alíquota do ICMS para bares e restaurantes em São Paulo suba de 3,2% para 4%. Essa mudança veio após debates com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), que conseguiu barrar a proposta inicial de aumentar o imposto para 12%.

Mesmo com a redução do impacto, ainda é um aumento de 25%, que pesa para um setor que já trabalha com margens apertadas. Em relação a outros estados, o novo percentual está dentro da média nacional, mas isso não diminui o desafio de ajustar as operações para absorver esse custo extra.

A Abrasel calcula que o repasse ao consumidor será de 1% a 2% nos preços do cardápio, bem menos que os 8% previstos na proposta inicial. Ainda assim, muitos estabelecimentos precisarão encontrar maneiras de lidar com o aumento sem depender exclusivamente de reajustes nos preços.

Visão do mercado

Luizinho HIrata, presidente da Abrasel, considerou a limitação do ICMS a 4% como uma demonstração de “sensibilidade em relação às dificuldades que o nosso setor enfrenta hoje”, especialmente diante das dificuldades que bares e restaurantes ainda enfrentam após a pandemia. No entanto, a nova alíquota exige que o setor busque soluções criativas para seguir competitivo.

Algumas estratégias que vêm ganhando destaque incluem a renegociação de contratos com fornecedores, o uso de tecnologia para otimizar o controle de estoque e ajustes no cardápio, priorizando produtos com maior margem de lucro. Além disso, Hirata espera que a arrecadação extra com o ICMS possibilite novas linhas de financiamento oferecidas pelo governo, para suavizar o impacto inicial do aumento.

Impacto nos Bares e Restaurantes

Empresário de restaurante preocupado, vestindo avental, sentado em uma mesa enquanto analisa dados em um laptop, refletindo sobre os impactos do aumento do ICMS em São Paulo

Aumento de Custos Operacionais

O aumento do ICMS para 4% significa que bares e restaurantes agora recolhem um percentual maior sobre o faturamento gerado pelas vendas de alimentos, bebidas e outros itens ao consumidor. Por exemplo, em um restaurante que fatura R$ 50.000 por mês, o ICMS pago com a alíquota antiga de 3,2% era de R$ 1.600. Com a nova alíquota de 4%, o imposto sobe para R$ 2.000, representando um acréscimo de R$ 400 mensais.

Esse aumento pode parecer pequeno em um mês, mas, somado a outros custos e considerando margens de lucro já apertadas, se torna um peso significativo para o negócio. Essa mudança exige que os gestores revisem seus processos financeiros e operacionais para minimizar o impacto.

Repercussão nos Preços do Cardápio

A Abrasel estima que o impacto nos preços finais ao consumidor fique entre 1% e 2%. Por exemplo, um prato que custa R$ 50 pode sofrer um reajuste de até R$ 1, elevando o preço para R$ 51.

Embora o aumento pareça pequeno, em um mercado competitivo, até mesmo ajustes modestos são sensíveis e podem influenciar a decisão de consumo dos clientes.

Margem de lucro e desafios financeiros

A alta no ICMS diretamente sobre o faturamento comprime ainda mais a margem de lucro, tradicionalmente baixa no setor. Por exemplo, em um restaurante que fatura R$ 50.000 por mês, com uma margem de 15%, o lucro bruto seria de R$ 7.500. O aumento no ICMS de 3,2% para 4% resulta em um imposto extra de R$ 400, reduzindo o lucro para R$ 7.100 — o que, ao longo de meses, pode comprometer o equilíbrio financeiro do negócio.

Para superar esse desafio, bares e restaurantes precisam investir em gestão mais eficiente, como o uso de sistemas que controlem o fluxo de caixa, estoques e custos operacionais. Além disso, buscar maneiras de aumentar a eficiência do serviço e o valor percebido pelos clientes pode ajudar a compensar o impacto tributário sem comprometer a competitividade.

Como se adaptar ao aumento para evitar prejuízos?

O aumento do ICMS exige que bares e restaurantes se adaptem para manter a saúde financeira sem sobrecarregar seus clientes. Aqui estão algumas estratégias práticas e eficientes:

1. Reduzir Custos Operacionais

  • Controle de desperdícios: Monitore o uso de insumos com precisão para evitar perdas. Por exemplo, implemente fichas técnicas para padronizar receitas e prever o consumo ideal de cada ingrediente.
  • Compras otimizadas: Reavalie fornecedores e condições de compra. Negocie descontos para compras em volume ou procure parcerias locais que ofereçam preços mais competitivos e menores prazos de entrega.
  • Economia de energia e recursos: Use equipamentos eficientes em termos de energia e treine a equipe para reduzir gastos com água, energia elétrica e outros recursos.

2. Otimizar o Fluxo de Caixa

  • Análise de entradas e saídas: Use sistemas de gestão para visualizar o fluxo de caixa em tempo real. Isso permite identificar gargalos, prever períodos de baixa movimentação e planejar melhor os pagamentos e recebimentos.
  • Negociação de prazos com fornecedores: Ajuste o prazo de pagamento para alinhar com os ciclos de recebimento do restaurante, garantindo maior estabilidade financeira.
  • Reserva de emergência: Destine uma pequena porcentagem do faturamento mensal para criar um fundo que cubra imprevistos e proteja contra oscilações nos custos.

3. Evitar Repasse Completo ao Cliente

  • Aumentar o ticket médio: Incentive o consumo com promoções estratégicas, como combos de pratos e bebidas que ofereçam mais valor percebido pelo cliente.
  • Reformular o cardápio: Priorize itens com maior margem de lucro e destaque-os como “pratos especiais” ou “novidades”. Por exemplo, ingredientes de custo mais acessível podem ser combinados para criar pratos diferenciados.
  • Programa de fidelidade: Ofereça descontos ou recompensas para clientes recorrentes, incentivando a frequência e aumentando o volume de vendas sem depender de aumentos no preço.

Como o CNM pode ajudar?

O CNM é a plataforma completa que bares e restaurantes precisam para superar os desafios do aumento do ICMS e maximizar a eficiência operacional. Simplifique sua gestão, reduza custos e aumente sua receita com soluções integradas e inovadoras.

Funcionalidades que fazem a diferença:

  • Gestão de Mesas e Comandas: Agilize o atendimento e reduza filas, proporcionando uma experiência fluida e agradável para seus clientes. Integração automática para gerenciar mesas e comandas sem complicações.
  • Controle de Estoque: Evite desperdícios com um sistema inteligente que monitora entradas e saídas, garantindo compras alinhadas à demanda real.
  • CNM Analytics: Tome decisões baseadas em dados reais. Acompanhe vendas, estoque e métricas-chave em tempo real para identificar oportunidades de otimização e economia.
  • Cardápio Digital: Modernize seu restaurante com cardápios acessíveis por dispositivos móveis. Destaque promoções e itens de alta margem para elevar o ticket médio.

Pronto para as novas regras tributárias?

O CNM simplifica a adaptação às mudanças no ICMS com ferramentas como:

  • Cálculo automático de impostos: Evite erros e garanta conformidade fiscal.
  • Emissão de notas fiscais: Geração prática de NFC-e e NF-e diretamente no sistema.

Por que mais de 5.000 negócios confiam no CNM?

  • Experiência comprovada: Mais de 7 anos ajudando bares e restaurantes a crescer.
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