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Equipamentos para Delivery: Lista Completa para Montar Seu Restaurante

A cozinha é só uma parte para quem quer abrir um restaurante delivery. Existe uma cadeia de equipamentos que começa no sistema que recebe o pedido e termina na bag que leva a comida até a porta do cliente. Cada elo fraco dessa cadeia custa pedido devolvido, nota 1 estrela ou multa da Vigilância Sanitária.

Este guia cobre tudo o que você precisa para equipar um delivery de restaurante: cozinha, embalagens, transporte, tecnologia, higiene e quanto isso custa na prática.

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O que muda nos equipamentos quando o restaurante opera delivery

O delivery acrescenta uma cadeia inteira de equipamentos que o salão não exige. No salão, o prato sai da cozinha na porcelana, percorre poucos metros até a mesa e chega em temperatura controlada. No delivery, esse mesmo prato precisa ser embalado para resistir a 20 ou 30 minutos de transporte, lacrado, acondicionado em bag térmica e entregue por alguém que muitas vezes nem trabalha dentro do restaurante.

Na prática, o delivery adiciona pelo menos quatro categorias de equipamento ao que o restaurante já tem:

  • Embalagens adequadas para cada tipo de prato
  • Bag térmica e equipamento de transporte
  • Impressora de pedidos e/ou monitor de cozinha (KDS)
  • Sistema de gestão com integração aos marketplaces

Quem já opera com salão tem boa parte da cozinha montada. Quem está abrindo do zero, como uma dark kitchen, precisa montar tudo: da geladeira à impressora.

Equipamentos de cozinha para delivery

Mãos com luvas manuseando pinça e espátula sobre chapa de inox com hambúrgueres grelhados e queijo derretido, em cozinha de hamburgueria delivery

Independentemente do tipo de comida, alguns equipamentos de cozinha são comuns a qualquer operação de delivery. A lista abaixo cobre o essencial:

  • Fogão industrial com 4 ou 6 bocas, conforme o volume de pedidos esperado
  • Chapa ou grill para hamburguerias, lanchonetes e qualquer operação que trabalhe com grelhados
  • Forno (elétrico, a gás ou combinado), escolhido de acordo com o cardápio
  • Freezer vertical ou horizontal para estoque de insumos. Em operações maiores, câmara fria
  • Geladeira comercial para os insumos do dia
  • Bancada de inox para preparo. No delivery, vale separar uma bancada exclusiva para montagem e expedição dos pedidos, evitando o gargalo de cozinha e embalagem disputando o mesmo espaço
  • Exaustor ou coifa com filtro adequado ao volume de cocção, obrigatório pela Vigilância Sanitária
  • Liquidificador, processador e/ou batedeira industrial, conforme o cardápio pedir
  • Balança de precisão para porcionamento. Controlar o peso das porções é controlar o CMV

O que muda por segmento

Cada tipo de cozinha tem seus itens específicos. Os mais comuns:

  • Hamburgueria: abafador de hambúrguer, prensa (smash), aros de modelagem, fritadeira industrial
  • Pizzaria: forno de lastro ou a lenha, modelador de massa, cortador de pizza, fôrmas em diversos tamanhos
  • Comida japonesa: faca yanagi, esteira de bambu (makisu), mandoline (fatiador de legumes), tábua de polietileno
  • Marmitaria: panelões de grande capacidade, gastronorms (cubas) para porcionamento, seladora de embalagens
  • Açaiteria: freezer vertical com boa capacidade, liquidificador industrial potente, balança de precisão para toppings

A regra para qualquer segmento: compre para o volume que pretende atingir nos próximos 6 meses, não para o volume do primeiro dia. Trocar equipamento por subdimensionamento sai mais caro do que acertar na compra inicial.

Embalagens para delivery: o que usar em cada tipo de prato

Cozinheiro com avental cinza e luvas pretas fechando sacola kraft sobre bancada de inox, com potes plásticos transparentes de alimento ao lado, na expedição de pedidos de delivery

A embalagem certa depende do prato, não do material. Cada tipo de comida tem necessidades diferentes de vedação, temperatura e resistência mecânica. A tabela abaixo resume as combinações que funcionam na prática:

Tipo de prato Embalagem recomendada Por quê
Marmita / refeição Alumínio com tampa de cartão ou papel cartão com divisórias Mantém calor, pode ir ao forno e ao micro-ondas (alumínio não vai ao micro-ondas, papel cartão sim)
Hambúrguer / lanche Caixa de papel cartão ou papel acoplado (barreira) Absorve gordura sem desmontar, protege contra amassado no transporte
Pizza Caixa de papelão ondulado Rigidez para empilhamento, ventilação que evita vapor e massa borrachuda
Açaí / sorvete Pote plástico PET com tampa vedante Vedação firme para evitar derramamento, transparência que mostra o produto
Sushi / comida japonesa Bandeja plástica PET com divisórias e tampa encaixada Separa peças, evita mistura de molhos e mantém a apresentação visual
Bebida Copo com selo térmico ou tampa com lacre Vedação total contra vazamento no transporte
Molhos e acompanhamentos Potes pequenos com tampa de pressão ou sachês Evita que o molho vaze sobre o prato principal durante o trajeto

Embalagem personalizada com logo e cores do restaurante tem custo adicional, mas reforça o reconhecimento da marca. Se o orçamento for apertado no início, priorize embalagem funcional, que mantenha a temperatura e não vaze. A personalização pode esperar até que o volume de pedidos justifique a tiragem mínima da gráfica, que costuma partir de 1.000 unidades.

Sobre sustentabilidade: embalagens biodegradáveis e de papel reciclado custam entre 15% e 30% a mais do que as convencionais, mas esse custo pode ser embutido na precificação dos pratos. Além do benefício ambiental, funcionam como argumento de marca para um público que valoriza esse posicionamento.

Equipamentos de transporte e entrega

Entregador com jaqueta amarela acomodando sacola kraft dentro de bag térmica amarela aberta, ao ar livre à noite, durante entrega de delivery de restaurante

A bag térmica é o equipamento que separa um delivery profissional de um improviso. Se o hambúrguer chega frio ou a pizza chega amassada, nenhum cardápio salva a avaliação do restaurante.

Existem três tipos principais de bag:

  • Bag rígida (com isopor): mantém a temperatura por mais tempo (até 40 minutos em condições normais), protege contra amassados. É a mais indicada para pizza, hambúrguer e pratos montados. Custa entre R$ 130 e R$ 200
  • Bag dobrável (sem isopor): mais leve e fácil de guardar, porém com menor isolamento térmico. Funciona bem para entregas curtas, de até 15 minutos de trajeto. Entre R$ 80 e R$ 150
  • Mochila térmica: mais confortável para ciclistas e entregadores a pé. Menor capacidade interna. Entre R$ 100 e R$ 170

Se o restaurante usa entregadores próprios, é responsabilidade do dono fornecer as bags. Não deixe essa decisão para o entregador, padronize o equipamento e, se possível, aplique a marca do restaurante na bag.

Outros itens de transporte que fazem diferença:

  • Lacres de segurança para as embalagens (adesivos ou fitas). O cliente precisa saber que ninguém abriu o pedido durante o trajeto
  • Sacola kraft reforçada para agrupar itens do mesmo pedido dentro da bag
  • Suporte baú para moto, quando o volume de entregas justifica um veículo dedicado à operação

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Equipamentos de tecnologia e gestão

Cozinheiro de uniforme escuro segurando tablet com sistema KDS exibindo fila de pedidos coloridos, em cozinha profissional com bancadas de inox ao fundo

O sistema de gestão é o equipamento mais importante do delivery e o mais subestimado. Sem ele, o restaurante aceita pedidos pelo celular pessoal, anota em papel, erra item, perde tempo e não tem dado nenhum para tomar decisão no fim do mês.

O mínimo que uma operação de delivery precisa em tecnologia:

  • Impressora térmica 80mm (não fiscal, para impressão de pedidos na cozinha). A de 58mm é pequena demais para pedidos com vários itens e complementos. Modelos como a Epson TM-T20X e a Bematech MP-4200 são os mais usados em restaurantes brasileiros. Custo entre R$ 500 e R$ 1.200
  • Celular ou tablet dedicado ao gestor de pedidos do iFood e do 99Food. Usar o celular pessoal do dono é receita para perder pedido quando o telefone toca, a bateria acaba ou alguém muda de app sem querer
  • Internet estável: banda larga cabeada como conexão principal e 4G como backup. Delivery sem internet é delivery que não recebe pedido
  • Sistema de gestão com integração aos marketplaces: que centralize pedidos de iFood, 99Food e delivery próprio numa única tela, emita NFC-e, controle estoque e gere relatórios financeiros

Uma alternativa à impressora de pedidos é o KDS (Kitchen Display System). Em vez de imprimir papel, o pedido aparece num monitor na cozinha, com fila de produção, tempo de preparo e alerta de atraso. Funciona em qualquer tela: tablet, smart TV, notebook. Reduz o custo com bobina de papel térmico e facilita a organização em cozinhas com vários pontos de produção.

No ControleNaMão, os pedidos do iFood e do 99Food entram automaticamente na mesma tela do PDV. Dali, seguem para a impressora térmica ou para o KDS, conforme a configuração do restaurante. A NFC-e sai com um clique, o estoque é baixado automaticamente a cada venda e o financeiro registra a movimentação em tempo real, gerando DRE gerencial no fim do mês para mostrar se o delivery está dando lucro ou só movimentando caixa.

Equipamentos de higiene e segurança obrigatórios

A Vigilância Sanitária fiscaliza delivery. O alimento continua sob responsabilidade do restaurante até chegar ao consumidor final, e a ANVISA, por meio da RDC 216/2004, exige boas práticas em todas as etapas da cadeia, incluindo o transporte.

Equipamentos e itens que muitos esquecem de providenciar:

  • Termômetro digital para controle de temperatura no recebimento de insumos e no armazenamento. A ANVISA exige que esse registro seja mantido por pelo menos 30 dias
  • Pia exclusiva para higienização de mãos na área de manipulação, com sabão líquido, papel toalha e dispensador de álcool 70%
  • Lixeiras com tampa e pedal na área de preparo. Lixeira sem pedal na cozinha é infração
  • EPIs para manipuladores: toucas descartáveis, luvas (quando necessário), aventais impermeáveis
  • Etiquetas de validade para controle de prazo dos insumos armazenados
  • Kit de limpeza específico: detergente neutro, sanitizante e panos descartáveis, separados dos produtos de limpeza geral

O custo de todos esses itens somados fica abaixo de R$ 500. A multa por descumprimento das normas da ANVISA pode chegar a R$ 75.000, fora a interdição do estabelecimento. Não é onde se economiza.

Quanto custa equipar um delivery do zero

O investimento varia conforme o tipo de operação e o tamanho do cardápio. A tabela abaixo mostra faixas realistas por categoria, com base em três perfis de delivery:

Categoria Delivery básico (marmitaria) Delivery intermediário (hamburgueria) Delivery completo (dark kitchen)
Cozinha R$ 5.000 a R$ 10.000 R$ 10.000 a R$ 25.000 R$ 25.000 a R$ 60.000
Embalagens (estoque inicial) R$ 300 a R$ 800 R$ 800 a R$ 2.000 R$ 2.000 a R$ 5.000
Tecnologia R$ 800 a R$ 1.500 R$ 1.500 a R$ 3.000 R$ 3.000 a R$ 6.000
Transporte (bags, lacres) R$ 200 a R$ 500 R$ 500 a R$ 1.500 R$ 1.500 a R$ 3.000
Higiene e segurança R$ 200 a R$ 500 R$ 300 a R$ 600 R$ 500 a R$ 1.000
Total estimado R$ 6.500 a R$ 13.300 R$ 13.100 a R$ 32.100 R$ 32.000 a R$ 75.000

Esses valores cobrem equipamento. Não incluem aluguel, reforma do espaço, estoque inicial de insumos nem capital de giro.

Duas orientações práticas:

  1. Para equipamentos de cozinha, priorize durabilidade. Fogão, chapa e freezer comerciais de marcas consolidadas duram anos com manutenção preventiva simples, enquanto equipamentos domésticos não aguentam a rotina de um delivery e precisam ser trocados em poucos meses.
  2. Para embalagens, negocie volume com o fornecedor. Acima de 1.000 unidades por pedido, o preço unitário cai bastante.

Checklist completo de equipamentos para delivery

A lista abaixo consolida tudo o que foi coberto neste guia, organizada por categoria. Use como referência de compra.

Cozinha

  • Fogão industrial (4 ou 6 bocas)
  • Chapa, grill ou fritadeira (conforme o cardápio)
  • Forno (elétrico, a gás ou combinado)
  • Freezer vertical ou horizontal
  • Geladeira comercial
  • Bancada de inox para preparo
  • Bancada de inox para montagem e expedição (separada da de preparo)
  • Exaustor ou coifa com filtro
  • Liquidificador, processador e/ou batedeira industrial
  • Balança de precisão
  • Utensílios específicos do segmento (abafador, fôrmas, facas especializadas)

Embalagens

  • Embalagem principal para o prato (alumínio, papel cartão, caixa de papelão, pote PET)
  • Embalagem para acompanhamentos e molhos (potes pequenos com tampa ou sachês)
  • Embalagem para bebidas (copos com selo ou tampa com lacre)
  • Sacola kraft para agrupamento de pedidos
  • Talheres descartáveis e guardanapos
  • Lacres de segurança (adesivos ou fitas)

Transporte

  • Bags térmicas (rígidas ou dobráveis, quantidade conforme o número de entregadores)
  • Suporte baú para moto (se houver veículo dedicado)

Tecnologia

  • Impressora térmica 80mm para pedidos de produção
  • Celular ou tablet dedicado ao gestor de pedidos
  • Internet banda larga + backup 4G
  • Sistema de gestão com integração a iFood e 99Food
  • Monitor para KDS (opcional, substitui a impressora de pedidos)

Higiene e segurança

  • Termômetro digital
  • Lixeiras com tampa e pedal
  • Pia exclusiva para higienização de mãos
  • Sabão líquido, papel toalha e álcool 70%
  • Toucas descartáveis, luvas e aventais impermeáveis
  • Etiquetas de validade
  • Kit de limpeza exclusivo para a área de manipulação

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Perguntas frequentes sobre equipamentos para delivery

Quais os equipamentos básicos para montar um delivery?

No mínimo: fogão, geladeira, freezer, bancada de inox, embalagens adequadas ao tipo de prato, bag térmica para transporte, impressora térmica 80mm para pedidos, celular ou tablet dedicado com internet estável e um sistema de gestão com integração aos marketplaces. Itens de higiene obrigatórios pela ANVISA, como termômetro digital, lixeiras com pedal e EPIs, completam o essencial.

Qual impressora usar no delivery de restaurante?

A impressora recomendada para pedidos de produção é a térmica de 80mm, não fiscal. Modelos como a Epson TM-T20X e a Bematech MP-4200 são amplamente usados no mercado brasileiro e compatíveis com a maioria dos sistemas de gestão. A de 58mm é pequena demais para pedidos com muitos itens. Se o restaurante precisar emitir NFC-e direto na impressora (e não pelo sistema), será necessária também uma impressora fiscal.

Preciso de sistema de gestão para operar delivery?

Sim. Gerenciar delivery pelo celular pessoal funciona nos primeiros dias, mas rapidamente se torna inviável à medida que o volume cresce. Um sistema de gestão centraliza pedidos de diferentes canais (iFood, 99Food, delivery próprio) numa tela só, imprime ou exibe na cozinha automaticamente, controla estoque, emite NFC-e e gera relatórios financeiros. Sem ele, o restaurante perde pedidos, erra itens e não consegue saber se o delivery está dando lucro.

Quanto custa montar um delivery do zero?

Depende do tipo de operação. Um delivery básico, como uma marmitaria com cardápio enxuto, pode ser equipado com R$ 6.500 a R$ 13.000. Uma hamburgueria ou pizzaria intermediária fica entre R$ 13.000 e R$ 32.000. Uma dark kitchen completa, com alto volume e cardápio diversificado, pode exigir de R$ 32.000 a R$ 75.000. Esses valores cobrem equipamento, não incluem aluguel, reforma, estoque inicial de insumos nem capital de giro.

O que a Vigilância Sanitária exige de um delivery?

A ANVISA, por meio da RDC 216/2004, exige boas práticas de manipulação em todas as etapas, incluindo transporte. Na prática, o delivery precisa ter termômetro digital com registro de temperatura, pia exclusiva para higienização de mãos, lixeiras com tampa e pedal, EPIs para manipuladores (toucas, luvas, aventais), controle de validade dos insumos e embalagens que mantenham as condições de tempo e temperatura do alimento até a entrega ao consumidor final.